Estátua de D. José I, na Praça do Comércio, em Lisboa.
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Por: Vitor Luciano Diniz
Definiremos rapidamente ética como a reflexão sobre as consequências das escolhas de nossos atos na sociedade, a fim de determinar comportamentos morais considerados corretos. Teoricamente, essa ação é inerente ao comportamento humano. Antes de tomarmos decisões, refletimos sobre o que será melhor para nós e possivelmente para sociedade, norteados pelo que consideramos certo ou errado. Agora pergunto: se na lógica do consumo, antes de escolher um produto na prateleira de um supermercado, paramos para pensar na gigantesca cadeia de acontecimentos que levaram aquela mercadoria até a sua mão? Possivelmente, você estará mais preocupado com os custos e benefícios ao invés de pensar se a empresa que produziu o que está comprando paga um salário justo a seus trabalhadores, ou se ela nunca foi processada por algum tipo de funcionário injustiçado; ou até mesmo, se ela tem um passado de colaborações sujas com algum tipo de criminalidade política.
Praticamos um consumo cego e sem saber construímos uma cadeia de comércio com um poder de exploração e domínio gigantesco. Uma grande empresa até pode colaborar com a preservação do meio ambiente, entretanto, se for uma multinacional, pagará bem menos para seus empregados do que paga no país onde está sua sede. E as pessoas colaboram com essa exploração, comprando produtos desses tipos de empresas, dando mais poder a elas. Enfim, como começar a regular tudo isso? O comércio oferece possibilidades de escolhas gigantescas, e se o consumidor começar a praticar a reflexão ética, preferindo produtos de organizações que possuem práticas de respeito pelo trabalhador, será o início de uma revolução silenciosa em busca da igualdade na sociedade e o fim de todo tipo de exploração. VD
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